Resenha Trilogia Millenium + Filmes Disponíveis no canal

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Olá pessoal 🙂

Faz tempo que não fazia mais uma resenha de um livro que eu tenha lido não é mesmo?

Então, o livro que falarei hoje eu li quando tinha 17 anos, em 2011 bem na época em que lançou. Para vocês verem como eu sou ~do contra~ eu fui atraída por esse livro por conta da CAPA. Uma capa preta com fogo. Achei bem interessante. Eu comecei a ler pelo 2º livro da Trilogia. Pra quê né? Devorei, mesmo sem entender o começo do livro. Devorei o 3º também para depois partir para o 1º. A partir daí, estava tão viciada que comecei a correr atrás de mais informações sobre o livro: bingo! Foi ai que encontrei os filmes baseados na trilogia. Estava louca, não sabia como iria baixar um filme sueco que muitas vezes não tinha legenda! Droga! ¬¬ Por sorte, um amigo meu que já havia assistido ao filme me indicou o Megaupload e dei muita sorte porque foi antes de o site expirar! Fiquei uns 4 dias só baixando os filmes porque são MUITO pesados. Cada filme deve ter em torno de 2h, 3hs de filme.

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Desde então nunca havia pensado em fazer uma resenha. É bem raro eu montar uma resenha de livro por aqui, só quando eu GOSTO MESMO.

Bom, falarei sobre a Trilogia Millenium, escrita por um editor de uma revista, ativista político e que mais tarde se tornou escritor, estou falando do sueco Stieg Larsson. Boa parte do protagonista da Millenium, o jornalista Mikael Blomkvist é em partes o autor. E sobre a hacker Lisbeth, é em partes uma pessoa que Larsson conheceu em sua adolescência por ter presenciado o estupro dela e não ter feito nada para ajudar.

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Vamos ver do que se trata o primeiro livro, Millenium – “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”:

‘É um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger. Muitos querem vê-lo pelas costas. Ou mesmo morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados – de preferência, os mais sórdidos -, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois… até um momento presente, desconfortavelmente presente.’

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 A narrativa feita é completamente bem escrita. No começo do livro, a história é meio parada, dá aquele sono e tal, porém quando vai entrando no pedaço em que Mikael conhece o chefe da família Vanger a coisa esquenta. É o tipo de livro em que a narração é feita de maneira suspeita e que dá a vontade de entender um pouco daquilo tudo. Os personagens são bem construídos e a caracterização de todos é bem detalhada, afinal, é um livro de um jornalista que está em uma investigação sobre uma família de grande poder e está em questão analisá-los aos mínimos detalhes. Para quem está atrás de bolar mil e uma teorias sobre o que pode ou não acontecer ou de quem é culpado ou não é um prato cheio, porque além de Larsson detalhar todos os acontecimentos, as provas desenvolvidas são encontradas por meio de fotografias da época e quem é atento irá olhando para a foto com um novo olhar: não procurando o óbvio, mas por trás das pessoas que apareceram e para onde está seu campo de visão.

Todas as provas vistas à “olho nu” Mikael conseguirá juntar até se esgotar. E é ai que se encontra Lisbeth Salander, a hacker profissional. Aquela moça que se veste de uma forma “anormal” para pessoas normais. Parece só mais uma garota tentando se mostrar rebelde e que no fundo você sabe que é ingênua e acuada. É ai que você se engana. Baixinha, magra, com uma tatuagem de Dragão ocupando toda a área de suas costas e totalmente ardilosa e determinada. Lisbeth adquiriu a proeza de fuçar no computador alheio e encontrar pistas para manipular quem precisa para os colocarem em seu devido lugar. Claro, sem ser chamada, Lisbeth já estava acompanhando todo o trajeto de  Mikael desde quando ele expôs todas as provas contra um empresário. Acabou que não deu certo e Mikael foi preso. Assim, Lisbeth ajuda de uma forma subliminar passando mais pistas sobre o caso que Mikael investiga atualmente: Harriet Vanger. Depois de um tempo ele percebe que alguém está fuçando em suas pesquisas e percebe que essa ~pessoa~ pode o ajudar. É a partir daí que ele contrata Lisbeth para ajudá-lo. Um livro para devorar em duas semanas! Hehehe

Para assistir o filme: Millenium 1

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 Vamos ao Millenium 2 – “A Menina que Brincava com Fogo”

‘ A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi mor-to a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes – um Colt 45 Magnum – não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis – e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados. 

“A Menina que Brincava com Fogo” segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado.’

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Desta vez, o assunto reunido por Mikael e sua equipe é sobre o tráfico de mulheres do Leste Europeu. Isso envolve jogos políticos e o nome Zala é envolvido. Para despistar o nome dele, algo de muito estranho com um casal que fazia parte da equipe de Mikael são mortos em seu apartamento. Lá é encontrada uma pista em que acusa Lisbeth Salander como a assassina. A partir daí ela ~some~ para se refugiar por conta da mídia sensacionalista e tudo o que a rodeia. E claro Larsson descreve detalhadamente as situações e a partir que Lis sai de cena, você sente um vazio. Durante esse tempo, ao meio de tantas investigações, do começo do meio ao fim do meio é bem cansativo por conter traços históricos e políticos (juro que eu fiquei tão irritada que eu pulei uns pedaços de tão ansiosa que estava). Bjurman, aquele tutor nojento de Lisbeth aparece bastante no meio desses traços históricos junto com Zala. Nesse meio tempo que a Lisbeth anda sumida é bem aí que você percebe como o leitor ganhou o coração por ela. Eu chutaria que a Lis seria uma pessoa com um signo de Capricórnio com ascendente em Escorpião. Um personagem tão bem construído tanto pelas descrições físicas quanto pelo psicológico. A partir desse segundo livro, o mistério sobre Lisbeth Salander será desvendado aos poucos. Imagino que um lado de Lis é uma caixa de Pandora: ela pode ter todo ódio e raiva pelo o que aconteceu em sua vida, mas no fundo a esperança nela de ajudar as pessoas e conseguir cuidar de si mesma é literalmente a última que morre, mesmo estando presente bem lá no fundo. A partir desse, a trilogia fica BEM pesada e emocionante. Chegava a ser tanto que eu tinha que dar uma pausa densa do livro! Hehe Pesava a cabeça!

Para assistir o filme: Millenium 2

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 Vamos ao Millenium 3 – “A Rainha do Castelo de Ar”:

 Grande parte dos segredos é desvendada. Lisbeth Salander agora conta com excelentes aliados. O principal é Mikael Blomkvist, jornalista investigativo que já solucionou crimes escabrosos. No mesmo ‘front’, estão ainda Annika Giannini, irmã de Mikael, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria. Com a ajuda deles, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos se articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.’

Esta sequência Lisbeth se encontra no hospital e com a irmã de Mikael ajudando em sua defesa, Mikael e outro amigo hacker de Lisbeth ajudando a juntar provas. A defesa: FOI INCRÍVEL! Mesmo sendo o último livro da saga é um que merece estar bem na frente da estante! É uma saga em que merece cada minuto consumido. São livros desse tipo que consegue me segurar e ter mais vontade de ler. Faz muito tempo que não encontro livro assim.

Filme: Millenium 3

Por isso também que tem poucas resenhas de livros por aqui 🙂

Sobre os filmes citados acima, é o filme baseado na saga na versão SUECA.

Eu AMEI os filmes. Super fiel aos da trilogia. Uma coisa ou outra foi mudada, mas não tão dramalhento e sem noção como o filme americano, aquele que Daniel Craig fez.

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No filme americano: a Lisbeth quando chegou para a investigação com o Mikael (Daniel Craig) teve que ser instruída por tudo o que ele descobriu. WTF? ELA É HACKER! Pra quê ele vai contar tudo? No livro não era assim. Além disso, enfiaram um drama e um romance que não existia. A única coisa incrível que achei do filme americano foi a trilha sonora e a abertura, só.

De uns tempos pra cá que eu ando mais ~fresca~ para filmes. Os hollywoodianos me irritam, não acho mais graça como antes. Prefiro os europeus ou aos filmes conceituais.

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Enfim, a resenha está ai ^^

Espero que consigam assistir ao filme e ler aos filmes.

Ana Lu

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