Resenha + Must Have: A Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo

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Depois de muito tempo sem ler livros voltados para criatividade, há exatamente uma semana atrás, a Adri, uma amiga do curso de aquarela me recomendou esse livro da Elizabeth Gilbert, a autora do Comer, Rezar e Amar.

liz gilbert

E como sempre, a Liz arrasa. ♥ E durante a leitura estava vomitando arco-íris (essa capa também, omfg) e deixando azamiga seguidora do instagram e das artes com vontade de ler também, né Yara? :B

No livro, a Liz trata de dicas de sua experiência em 6 capítulos:

  1. Coragem
  2. Encantamento
  3. Permissão
  4. Persistência
  5. Confiança
  6. Divindade

E durante esses dias em que li o livro (exatamente uma semana), senti muita coisa parecida com o que já andei vivendo nesse planeta colorido de Ana Blue. hehe 😀 Então, dessa vez resolvi escrever de modo com que expresse minhas ideias com alguns trechos da Elizabeth Gilbert (e de outras pessoas que me inspiram). ♥

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Acredito que a criatividade faz parte do ser humano para fazê-lo enxergar situações de diversas formas e ajudar a encarar o mundo; além de não o fazer se sentir um fracassado. Como a Bianca Pozzi citou em uma foto no seu instagram:

Thank you so much for all the great response from my yesterday's post. I truly believe we need to support each other, as artists and art lovers. I feel there are always some people that want us to believe that we're not good enough, or we won't make it. I learned not to listen to them. I also keep a nice quote from Elsie and Emma from @abeautifulmess that says: "those who fear failure more than you will always be there to kick you while you're down. But you only really fail when you stop trying." Let's never fear failure, in our art or in our lives. Just keep walking ? Obrigada a todos pelo feedback do post de ontem. Acredito que temos que nos apoiar, artistas, designers, amantes da arte… Porque existem sim, pessoas que vão querer nos fazer recuar, vão nos fazer pensar ' será que sou bom o suficiente' ? E essas mesmas pessoas são as que gostariam de estar no nosso lugar. As meninas do @abeautifulmess esses dias escreveram algo assim: aqueles que temem o fracasso mais do que você estarão sempre prontos para te empurrar quando você estiver por baixo. Mas você só fracassa realmente quando parar de tentar." Que nunca tenhamos medo de tentar, seja em nosso trabalho, seja em nossas vidas. Keep walking ?

A photo posted by Bianca Pozzi (@bianca_pozzi) on

E para Liz: “Isso me desperta, isso faz com que eu me sinta viva”….

Sempre me “senti” uma pessoa criativa porque desde criança tinha um olhar diferenciado para as coisas ao meu redor; além de ser muito curiosa. Mas muito mesmo. Fui tão curiosa que descobri sozinha como a aquarela funcionava… Peguei aquela aquarela antiga da minha mãe que nunca usou e meti a cara para entender o por quê acontecia tudo aquilo. Por meio de experimentos, como já andei citando ai pelo blog.

Porém, ser esse tipo de pessoa curiosa demais, criativa e ter um olhar do mundo em outra perspectiva é complicado porque lidamos de maneiras diferentes com o senhor medo.

O medo é uma ferramentazinha maldita que atrapalha, limita e congela muita gente. A Liz citou alguns exemplos de medos para terem uma noção (e eu, que adoro rabiscar e ver qual já tive, fiz umas rabisqueiras…)

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Por eu ser uma pessoa tímida e reservada, mais faço coleção de todos os meus medos durante minha vida do que largar de mimimi e ir fazer.

O engraçado é que na arte nunca tive medo. Como eu olhava para a arte como uma ferramenta de expressão, acreditava que dentro dela tudo podia acontecer, já que ela funciona como uma forma de escape desse mundo louco.

E é baseado nisso que a Liz diz:

Você não precisa do medo no campo da expressão criativa, o medo é chato, ele faz a mesma coisa todos os dias.

Resumindo: Porque não se deixar pirar em uma ideia? Precisa ter uma mente quadrada e fechada? Quais problemas de ter resultados incertos? Qual o problema de “Destruir esse Diário“?

Soltei essa relação com o livro da Keri Smith porque dá um ótimo exemplo: Rabiscar, picotar, esfregar terra, destruir, feio ou bonito, fazer algo “sem noção” fora do que a sociedade te impõem é um tipo de medo, sabia? E um medo citado pela Gilbert lá na lista como: “Você tem medo de ser criticado, ridicularizado..”

A graça no livro da Keri é se permitir se soltar da mente quadrada, é testar a curiosidade de x material, descobrir texturas e o principal citado novamente pela autora do Grande Magia:

” Ter coragem significa fazer algo que nos causa medo.”

Depois de enfrentar um de seus medos, você é livre a tentar de tudo e de infinitos modos.

O que mais gostei de ver, é que ela cita momentos de sua vida durante o livro Comer, Rezar e Amar e outros livros em que viveu bloqueios criativos e como encontrou maneiras para contornar e voltar a escrever.

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E o melhor jeito é deixar fluir o que aconteceu. A partir disso inventar outras metas para ocupar sua cabeça: “Mantenha-se ocupado”. Eu já andei abordando esse tema de Bloqueio Criativo aqui pelo blog.

Em uma determinada parte do livro, Liz mencionou algo em que sempre acreditei:

Alguma vez você faz um puta projeto, dá super certo e você acha que nunca mais vai se superar e alcançar esse topo. Ou seja…

“Essa lógica pressupõe que é preciso sair sempre vitorioso… E o mais perigoso: se não pode ganhar, devemos parar de jogar.”

Juro que quando li isso queria dar um abraço na Liz! ♥ Digo isso porque vejo muita gente se desmotivar com isso de uma maneira muito fácil nos grupos em que participo. Se você encarar seus próximos desafios assim, você simplesmente trava. É aí que entra outro tipo de bloqueio criativo.

O ideal é você  criar seus próprios desafios e iniciar do zero, sem nenhuma expectativa de que terminem fodasticamente incríveis, porque a senhora frustração vai adorar se alojar nessa “pré-ocupação”. Portanto, Liz diz que..

“A criatividade está ai para libertar os artistas das limitações de seus delírios de grandeza, de seu pânico e de seu ego.”

Da dica de que não adianta pressioná-la e limitar, diz que ‘precisa deixá-la ir e vir’… O que seria basicamente o “Let It Flow” que eu sempre falo aqui pelo blog.. ♥ Já andei contando como a criatividade funciona nesse vídeo aqui. – E nesse caso, Liz fala em sua experiência como ela funciona e sua maneira de ‘Não parar de criar vivendo uma vida criativa plena.’

Além de que… Você não precisa se preocupar com o que todos a sua volta dirão das suas escolhas criativas!

Praticar uma “vivência criativa” citada no livro, é viver fazendo o que bem entendia e com total despreocupação. Se interessou por algo? Corra Atrás. Confie em você e faça! Ai também entra aquela Senhora Coragem lá de trás, junto com o Senhor Medo.

“Deixe que a inspiração o guie para onde quer que deseje guiá-lo.”

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Um dos exemplos que a Elizabeth usou pelo livro para mostrar motivos pra a originalidade me ‘assustou’. Porque sabendo que a motivação que uso aqui pro blog está caminhando para o  lado certo da senhora originalidade! :O

“Faça aquilo que o estimula. Siga suas fascinações, obsessões e compulsões. Confie nelas. Crie aquilo que faz seu coração bater mais forte. O resto, virá por si só. [….] Enxergue a criatividade com olhos de amante apaixonado!”

Lá para o último capítulo “Confiança”, Liz menciona que muitos artistas sentem medo de perder aquele drama que os rodeiam, a dor e companhia por medo de deixar de criar. Quem sabe, nesses tipos de fases em que todo mundo passa, só que para o artista são fases “darks” em que podem dar bloqueio como te fazer sentir como um pedaço de merda e pra piorar mais um pouquinho: no fundo do útero do poço do núcleo do planeta terra… Nessa fase, todos os artistas ficam muito mais sensíveis…

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Eu mesma reclamo disso. Quando passo por fases “tristes, sombrias e melancólicas” as artes que crio saem muito mais fortes, pessoais e conceitualmente cheio de poética e questionamentos. Para mim, como aquela arte foi obtida por meio de uma dor, algo em que eu sofri e doeu, para mim que é algo considerado feio, por mais que todo mundo diga que é “esteticamente lindo maravilhoso e belo”… É, posso concordar com Oscar Wilde que é “Um longo e belo suicídio.”

E dentro disso, Liz conta aqui que muitos artistas dão tanto valor às suas fases obscuras que acham que podem criar nessas fases. Acreditam tanto nisso que acabam ‘fetichizando-as’, à ponto de dizer que “sem ela eu não vivo e não crio”. Mentira porque CRIA SIM! ♥

Se eu, Ana Blue, vivo desenhando só pela diversão, porque você não pode? 🙂

Daí, um tempo atrás resolvi não focar nessa ideia de que a dor, só ela, me dá a possibilidade de criar coisas incríveis. Se acreditar nisso, passarei a viver todos os dias em um mundo Preto & Branco à base de dor. É um jogo em que você se força para suportar e ter um motivo para querer viver melhor: não é só com a dor que posso criar. Eu escolho viver em um mundo leve, colorido, positivo, feito e inspirando amor! ♥.♥

E se vier uma fase ruim? Viva ela, sinta ela. Mas viva isso por tempo limitado. E volte à sua rotina anterior: Continue à nadar.

continue a nadar

Por exemplo: Se eu focasse em todas as minhas dores, desde o ensino médio em que não tinha um amigo decente e estagnasse nela, fazendo várias versões dessa maldita dor…. Eu estaria me martirizando e me matando aos poucos, estaria matando a minha criatividade e inspiração: e elas não merecem isso! Portanto, por que não vier o presente e encontrar novas formas de se expressar com outros modos e técnicas? Você não é uma pessoa criativa? Porque não pensar nesses métodos? ♥

Pensando nessa forma, você se permite fluir de uma maneira melhor. Querendo ou não isso é o artista se permitindo se conhecer. Permitindo-se conhecer o processo criativo. De forma leve, sem sofrer. ♥

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E, para terminar, esse livro me fez repensar muitas coisas dentro do meu processo criativo em que ando exercitando há um tempo. Me fez repensar meus medos e inseguranças, me fez ver como posso me livrar deles baseados em outras experiências.

Super recomendo para você, artista, em que anda meio perdido nessa saga constante de aprendizado. Recomendo também ao artista que está começando e ao expert, porque serve para construir pensamentos e reconstruir, aprender com experiências motivadoras dos outros e ver que sim, podemos mudar muita coisa apenas com o modo em que pensamos! ♥

E termino aqui com uma frase da Liz que super me inspirou (eu sou uma pessoa muito egocêntrica, pessoalmente falando, durante muito tempo da minha vida venho tentando equilibrar isso, porque eu aprendi a limitar meu egocentrismo de uma maneira muito drástica, então de certa forma eu me limitava muito… E quando li isso, meus olhos simplesmente brilharam e meu coração disparou. ♥) :

“A criatividade alimenta minha alma e acalma o fantasma faminto (ego desgovernado), me salvando assim da parte mais perigosa de mim mesma”.

*Espero que o modo em como abordei a resenha tenha ficado fácil de entender e não subjetivo demais*

Qualquer dúvida, já sabem: deixem nos comentários que respondo com o maior prazer! ♥

Ana Blue

10 Comment

  1. Passando em frente a uma livraria avistei essa capa e não pude aguentar, entrei para ver. Não adquiri o livro, ainda mas, me interessei muito e lendo suas reflexões sobre, só aumentou minha vontade, sério!!!
    Essa coisa do medo de ousar, comigo acontece de um modo bem ridículo, eu me subestimo de mais e analiso muito desenhos de outras pessoas, tanto é que não gosto de mostrar o que desenho e isso é mega chato e limitador .-. Mas é bem isso, de se permitir, não só pela questão criativa mas, para a vida. A gente saber semear o que faz bem e focar nisso, mesmo quando momentos ruins aparecerem 😀

    1. É, analisar o outro é bem comum do ser humano. Eu faço muito disso, mas depois me permito olhar para aquilo que realmente interessa! 😉

  2. Ana,

    So tenho a agradecer a indicacao, eu encomendei o livro na mesma semana que vi seu post e olha, so tem sido alegria!! Estou lendo ate devagar pro livro durar mais, sabe? Hahahaha!
    Engracado e que estou rabiscando o livro todenho tambem e ate achei engracada a coincidencia de voce ter sublinhado algumas coisas que eu tambem sublinhei. (Alias, nem sei o que estou falando de “coincidencia” eu estava buscando algo exatamente assim, pois acredito que a vida e magica mesmo com suas intemperies e de repente voce apareceu na minha TL XD)
    E e isso a resenha tambem ficou muito bem escrita, captou bem a essencia do livro. Parabens!

    Bjs :*

    1. Nossa Cara!
      Hoje eu juro: sai do banho, fui pegar uma toalha pra secar o cabelo e dei de cara com o livro na escrivaninha e pensei “Será que a Yara tá lendo o livro e gostou?” =O
      É, acho que sim 😀
      E sobre o “Estou lendo ate devagar pro livro durar mais, sabe? Hahahaha!” UAHSAUHSAUSHAUS EU FIZ EXATAMENTE O MESMO! ♥ me sinto órfã de livro 🙁
      Não sei se o livro faz com que a gente interaja mais com ele, incentiva a rabiscá-lo ou a gente é a louca.. hahahaha

      ~ de repente eu apareci na sua timeline: https://38.media.tumblr.com/3cccd3290de0fa4f97f11dc32edf4f05/tumblr_nskuzbPrUk1stb99no1_500.gif (melhor gif que representa o que pensei) HAHA :B

      Acho que estou melhorando a cada resenha, porque cada uma sai com uma linguagem diferente! 🙂
      ;*

  3. Oi Ana! Eu acompanhei as tuas postagens no Insta e também fiquei com vontade de ler esse livro. A capa é linda e, lendo as tuas considerações, não me arrependo de ter comprado um exemplar. Acho que vai ser a leitura certa para esse momento que estou vivendo.
    Eu não sei se é coisa da minha cabeça ou se realmente está acontecendo uma pasteurização dos blogs de arte. Parece que os blogueiros-artistas absorveram dos blogs de moda e maquiagem essa mania de ficar fazendo jabá por tudo, é super difícil encontrar uma resenha de algo que a pessoa comprou com o próprio dinheiro e compartilhou porque quis, porque sentiu vontade, porque queria inspirar. E isso me frustra. Muito.
    Então é um alívio ler um post assim, de verdade. O mesmo acontece com o processo criativo, parece que não existem erros na vida das pessoas ¬¬ Mas enfim, espero que esse livro me dê uma forcinha e que o grupo que vc criou lá no face tome força e possamos criar muitos projetos legais. 😉
    Grande beijo :*
    Lidiane Dutra postado recentemente…Inktober 2015: semana #4My Profile

    1. Então, uma amiga minha que fez curso de aquarela comigo disse que era a minha cara…. E a capa me atraiu a atenção porque é colorida né eheh :3 Também achei que o livro apareceu numa hora certa pra mim porque andava meio jururú..

      Desde a entrada dos blogs de moda eu já tinha um certo tipo de aversão aos jabás superficiais e falsos que faziam.. Pessoal de moda, em si, se “inspiram” nas Camila Coelho, Thássia e querem passar a imagem bela da moda, aquela típica imagem de editorial de revista, fingindo viver aquilo. É complicado, porque todo mundo quer glamourizar tudo.. Sempre senti muita falta das pessoas fazerem porque querem compartilhar para inspirar e trazer resultados para alguém. Eu concordo com você nesse ponto, também me sinto frustrada.

      Acho que você se sentirá melhor com o livro! 🙂
      Sobre o grupo, estou pensando em outras formas para criar um projeto mais interativo pra não deixar muito parado.. Mas por enquanto, sem sucesso…
      🙂

  4. A criatividade é muito importante para tudo, mas acredito que é primordial também termos fé e confiança em Deus para passar por todas as provações do mundo.

    Amei o seu blog linda! Sucesso!
    Fique com Deus <3

    https://majestadesanta.blogspot.com/

  5. Muito bom! Esse é o tipo de livro auto-ajuda que é bom se ter para levantar nossos ânimos em dias de bloqueio! Vou ver se acho ele… Tem uma frase da Clarice Lispector que gosto muito (talvez tu já deve ter lido em algum lugar) que diz “Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida.” Dá perfeitamente para adaptar o “escrever” por “ilustrar”, “desenhar”, “fazer arte”… E acho que é bem isso. Quando a gente gosta de fazer algo, devemos fazê-lo primeiramente para nós mesmos, e não para os outros. Primeiro, porque quando fazemos para nós mesmos, sentimos mais prazer e, consequentemente, o resultado fica melhor. Segundo, porque quando sentimos prazer em fazer algo, os outros percebem e acabam se contagiando com essa energia positiva (eu acredito nisso) e vai notar o seu trabalho. Terceiro, porque tem a questão do “sacrifício”. Quando a gente faz algo somente para o outro, isso acaba se tornando um “sacrifício”, um “trabalho” (no sentido negativo), digo, deixa de ser prazeroso e o seu trabalho sai mal feito, né.

    1. 1) Sim, é o melhor tipo de livro que super te anima, além de ter uma linguagem leve! <3
      2) Essa frase da Clarice eu não conhecia. E amei!
      3) Também acredito no "porque quando sentimos prazer em fazer algo, os outros percebem e acabam se contagiando com essa energia positiva".
      4) E sim, eu entendo totalmente sobre o sacrifício porque já passei por isso! Fica tão insuportável de terminar que fica tudo mal feito mesmo!

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