A Resenha do amor próprio

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Lá pra 2004, eu tinha apenas 11 anos de idade. Uma criança entrando na pré-adolescência. Estudava em uma escola católica de freiras, conhecida como Colégio Passionista São Paulo da Cruz. Foi no começo do ano escolar, fui alvo de zoação, algo conhecido hoje como “Bullying”.

11791697_889392114468286_1613247413_n2Sempre fui muito introvertida, tímida, de poucas amizades (no máximo 3 amigas, mas mesmo assim ainda era difícil manter uma amizade em número ímpar, porque eu sempre sobrava quando era necessário fazer duplas). A sala de aula foi formada e não podia mais trocar. Um menino, chamado Pedro Henrique teimou em me infernizar durante 6 meses, mas que pra mim, se arrastou por anos e dentro de mim, uma marca foi eternizada. O motivo do bullying? Meu cabelo. Ele era na altura dos ombros, ondulado, muito cabelo e bem volumoso. Minha mãe vivia me dizendo que o corte chanel era ‘lindinho e que amenizava o volume’. Eu sempre odiei. Queria ter o corte de cabelo igual das outras meninas. O cabelo comprido, separado no meio e solto. “Por quê eu tinha que ser A diferente?” E o Pedro, aquele moleque infernal, que me perturbava todo dia, que sentava atrás de mim: chacoalhava a minha cadeira, puxava meu cabelo, me chamava de “Assolan”, “cabelo de abajur” e ninguém fazia nada para impedir. Por mais que eu reclamasse, xingasse-o de volta, fizesse qualquer coisa: nada era o suficiente. Nenhuma professora, diretora, irmã ou qualquer outra autoridade o fez parar. Todo dia voltava da escola e chorava no colo da minha mãe. Virou um trauma. Passei a ficar cada vez mais na minha, mais reservada, mais isolada; tinha medo de falar qualquer coisa e me zoarem. Não queria ir para a escola. Não queria ver ninguém. Em qualquer lugar em que eu passasse por alguém da escola que me conhecia berrava “Sai daqui Assolan!”.

Meus pais não acreditavam que a escola não tomava uma providência. Eles fizeram questão de marcar uma conversa com a diretora. Resumindo? A coordenação me chamou pra conversar com o sr. Pedro Henrique na minha frente e exigiu que EU pedisse desculpas à ele por xingá-lo, algo que fiz para tentar me proteger das zoações agressivas e destruidoras. Ele pediu “desculpas”. Aquele tipo de desculpa da boca pra fora.

WOW! Todos meus problemas acabaram! ~ Aí que você se engana. Eles só começaram.

Foi ai que tive mais problemas em lidar com o emocional, foi ai que fiquei travada: não me aceitava, não conseguia sair com amigos como todos faziam normalmente, não sabia lidar com zoações, não sabia lidar com apresentações de trabalhos na frente da sala toda, tinha medo de falar qualquer coisa pra qualquer pessoa, fazia escova e chapinha sempre, guardava muitos assuntos pra mim mesma e não tinha “amigos” para poder conversar disso tudo que guardava. Passei a frequentar psicóloga desde meus 11 anos. Era minha muleta. Os dias se arrastavam. Nunca troquei de escola, por medo. Medo de saber se seria bem aceita na outra escola. Medo de não ter amigos lá. Cada escola tem um perfil, sim. Mas o medo continuava o mesmo.

Só com meus 15 anos, eu comecei a me soltar, bem aos poucos. Como era uma pessoa muito fechada e quieta o que eu mais fazia era observar: todas aquelas meninas da sala, que nos meus 11 anos eu queria ser igual, faziam coisas que eu nunca achei ‘certo’. Elas competiam umas com as outras de quem ficava com mais garotos; todas tinham que falar, ter os mesmos gostos e se vestir iguais (isso incluía comprar um número a menos do que usava da calça mais agarrada da escola para exibir suas curvas); cada uma fazia parte de uma ‘panelinha’ ou um grupo/nicho; elas começavam a andar em grupos, de maneira com que o corpo parecesse um “S” (seios e bumbum empinados, e na boa?pareciam patos….); viviam agarradas nos garotos, toda hora inventando alguma desculpa para ter um contato físico. Eu sempre achei isso tudo tão ridículo, sem sentido… Eu não precisava fazer tudo isso para ser aceita em algum grupo. Eu só queria ser eu mesma.11787422_889392097801621_1246229295_n597

Sim, sempre fui muito sensível e todos tiravam sarro. Sim, sempre fiz e faço piadinhas bestas só para quebrar o clima e dar uma descontraída. Sim, sempre dou muita risada dessas minhas piadinhas, mesmo que ninguém ria delas. Sim, vivia falando das bandas que eu gostava e buscava outras pessoas que também gostassem pra poder compartilhar do assunto (e claro, não era bem sucedida). Até um ponto que eu me cansei de sempre tentar falar algo e as pessoas fingirem que ouviam. Passei a ficar calada, tentar me infiltrar em algum grupo e não expor minha opinião: viver aquela ilusão de que tinha companhia. Vivia seguindo e sendo a sombra dos outros. Passei a ter medo da solidão.

E aos meus 15 anos, em 2008, fui a primeira aluna daquela escola com um pensamento quadrado a pintar as pontas do cabelo de vermelho. No dia seguinte, todo mundo ficou surpreso, não esperavam que eu, a menina tímida e reservada, tivesse atitude. O pessoal elogiou, sorriam mais pra mim, falavam que realmente ficou legal: ninguém me zoou. Só as irmãs da escola que deram um puta pití porque “nossa, ela pintou o cabelo, é errado..tem que cortar. blabla” (deu mó rolê, meus pais tiveram que ir conversar com a diretora que não permitiu de cara, não disse diretamente “sim” ou “não”, permitiu por algum tempo, apenas). Como se pintar o cabelo mudasse totalmente meu caráter. Não sou drogada, me formei na faculdade e estou em busca de trabalho. Enfim, consegui manter o cabelo colorido de vermelho rosado até começo do 3º Ensino Médio. Quando pintei a franja E as pontas foi o ápice para aquelas irmãs da escola. Como eu não queria encheção de saco no meu último ano na escola, eu joguei um castanho em cima. Nesse último ano eu comecei a ficar mais solta, a me aceitar… E o pessoal de um certo modo, parou de me traumatizar com aquele maldito apelido.

Mas, ainda assim vivia na base da chapinha, ainda vivia com casaco de manga comprida e calça num puta calor (claro, na puberdade todas as meninas na escola vivem vestidas assim com vergonha do corpo que está desenvolvendo. Vivíamos escondendo o saquinho de absorvente de todos, vivíamos NOS escondendo com o fichário ou caderno na frente do busto, com vergonha do que os meninos iam chamar ou nos cantar no meio da rua, porque claro, somos um objeto, somos sexualizadas desde sempre na escola (e ninguém fazia nada para corrigí-los), não podíamos usar um short na aula de educação física porque esses mesmos meninos nos examinavam de cima abaixo como um pedaço de carne, tiravam foto da gente de costas, porque será né?). Nessa época, a gente se preocupa tanto, é tanta opressão, é tanta ordem do que vestir, do que não vestir, do que fazer e falar para agradar aos outros pertencentes de uma sociedade exigente.

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Desde essa época até os dias de hoje eu tinha uma imagem x do meu corpo. Nunca cheguei a ser obesa nem muito magra. Tinha amigas que eram magérrimas e via como elas sofriam, sendo que o corpo delas eram assim: não adiantava elas se entupirem de tanto comer ou fazer dietas com nutricionistas. Tinha amigas que eram gordas, que viviam na academia, sofrendo pra conseguir chegar no corpo padrão. Eu não encucava muito com academia, pra falar a verdade, eu tinha preguiça de fazer academia se fosse com o intuito de emagrecer. Como a minha saúde era boa, eu fazia natação mais pela saúde e porque o corpo precisa. Atualmente, eu não faço nada porque sou uma preguiçosa mesmo (hihihi). Como eu não dirijo, eu vivo de metrô e andando a pé por aí, já considero um tipo de exercício. Sinto vontade de fazer yoga, de jogar futebol por diversão (como eu considerava no 3º ensino médio quando me soltei) e de fazer aula de dança: não faço por vergonha do que os outros vão ver, não faço porque sou atrapalhada e nunca acerto os passos. Sim, eu me cobro muito sobre isso e todo dia tento exercitar esse tipo de pensamento e sei que um dia ainda conseguirei fazer tudo isso porque eu posso sim e tenho o direito de me sentir feliz com o corpo que tenho, foda-se o olhar dos outros.

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Com essa nova visão sobre meu corpo, passei a aceitá-lo melhor. Tenho estrias sim. Tenho celulite também. Tenho seios pequenos. Meu cabelo é ondulado e armado sim. Tenho espinhas que me visitam de vez em quando. É um saco viver de dermatologista (quem tomou Roacutan sabe do que estou falando). Sou um ser humano natural e não artificial toda photoshopada, obrigada! A moda vive ditando padrões para poder movimentar esse mercado frio que vende imagem de que você precisa “ter para ser (um personagem a cada dia)”. A moda caga regras do que você pode usar ou não. Ok, ela pode auxiliar com dicas de silhuetas, uso de cores e modelagem, mas com ela, você pode aprender também a se expressar como bem entender: expressar o que você está sentindo, expressar o que você é, expressar uma ideia, expressar composições.11797991_889392057801625_705380812_n67

Eu nunca usei um cropped. Eu acreditava que eu não devia usar porque não “sou magra o suficiente e que minhas gordurinhas poderiam aparecer”. Nunca gostei de usar uma saia curta, por medo do vento levantar e mostrar o que não devia. Saia pra mim, apenas com um palmo acima do joelho: como isso não existe nas fast-fashions, todas as minhas saias eu mesma faço. E antes, eu tinha uma dificuldade enorme em usar saias por medo de qualquer homem vir jogar uma cantada pra cima de mim. Eu passava o dia inteiro de mal humor, queria voltar pra casa, tirar a saia e colocar uma calça. Você não pode ser mulher, ter o direito de usar o que bem entender que vem um homem idiota achando que pode dizer/fazer tudo pra cima de você, que vai ser mais ‘macho’ sendo desrespeitoso. Nós precisamos ter que gritar, que aumentar o tom de voz para eles entenderem qual seu devido lugar. É tão difícil de entender “Meu corpo, minhas regras?” É tão difícil de entender que não sou um pedaço de carne virando na vitrine?

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Já tive que ouvir de ex “você vai usar essa camisa transparente mesmo?”. Sim. Vou usar. Posso usar com blusa por baixo ou apenas com um soutien. Algum problema nisso? E é comum também ouvir as avós “Nossa, mas você tá magrinha né?” ou “Nossa, seu namorado podia ser mais gordinho né?”. Claro, porque criticar, comentar algo do outro é muito mais fácil do que olhar para o seu próprio corpo. Querer deixar a autoestima lá embaixo, querer controlar o outro, querer ser melhor que o outro, estipular regras do que usar ou não, e assim vai.

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Quando tinha cabelo colorido na minha adolescência, era obrigada a ouvir vários tipos de comentários, vários tipos de reações, vários tipos de qualquer coisa. Eu, de início, ficava incomodada sim. Mas passei a perceber que se eu desse muita atenção à eles eu não seria feliz com o que eu gosto. Comecei então, a rir dessas reações e das piadas idiotas. Tem muita gente que se incomoda tanto que vai atrás de modificações para o próprio corpo. Passa anos se modificando e depois percebe que isso só fez mal. Ou, pior: até morrem por conta disso.

dsdsSim, se aceitar também é difícil, não é de uma hora pra outra. É todo dia. É exercitando pensamentos, exercitando a não dar atenção aos outros, exercitar e fazer o que realmente gosta/faz bem. Eu lido com isso com o meu cabelo. O meu trauma. Consegui encontrar, finalmente, um corte de cabelo que me agradasse. Ainda estou aprendendo a lidar com sua forma natural. Faz 1 ano que o deixo secar naturalmente (antes, eu fazia escova, lembra?). De vez em quando, ainda faço o uso da chapinha/babyliss. Mas agora intercalo alguns dias sem usar. Fico com ele totalmente natural. De vez em quando saio na rua com ele armado, ondulado sim. É libertador. Ainda sim, é difícil: fico passando a mão, prendendo de vez ou outra pra controlar o volume. Um dia ainda me darei bem com ele, do jeito que é.

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É se permitir entender, se amar, se desfragmentar de ideias que foram construídas em nossa cabeça ou até ensinadas de um modo errado. Nossas mães não têm culpa. Elas também foram ensinadas assim. É dever de nossa geração, mudar isso. Todas nós somos alvos de seres humanos que são maldosos. Eu fico besta, não consigo acreditar que eles são assim. Que precisam ser maldosos para se sentirem superiores e melhores que eles mesmos. É difícil de acreditar mesmo, mas quando você passa por isso alguma vez, você acredita que tudo pode acontecer.


Com 7 anos de blog eu nunca fui tão sincera a ponto de contar algo tão pessoal aqui no meu blog. Eu não gosto muito de fazer isto, mas achei que encaixava perfeitamente na linguagem que queria passar sobre este post de hoje. Relembrar este tipo de trauma e me sentir de novo naquele cenário, foi muito triste e sim, eu me emocionei aqui do outro lado do notebook. Pensei em várias formas em como podia escrever sobre o livro e o mais válido foi contar sobre o que passei, assim como todos os outros relatos dele: não é só nós que estamos em busca de se sentir feliz e bem, todas nós mulheres (e alguns homens também), queremos ser aceitos.

Quando li o livro Beleza Real da Negahamburguer, fiquei chocada em como há sim seres humanos capazes de machucar os outros pela auto estima, pelo emocional, acabar com vidas, criar robôs que querem um padrão, fazer lavagem cerebral nessas pessoas que são obrigadas a acreditar que não são perfeitas.

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O livro da Evelyn, que sem querer acabei conhecendo na Zine Fest (contei toda a história aqui ó) é incrível. Depois da Zine Fest, eu queria muito fazer uma resenha sobre porque já acompanhava o projeto dela há um tempo. E não achei que seria tão inspirador e que me trouxesse coisas tão boas com este presente de aniversário.11787422_889392097801621_1246229295_n56

O projeto da Evelyn ou da Negahamburguer é um livro ilustrado com vários relatos de minas que tentaram superar essa luta contra seu próprio corpo, a luta de lidar com pessoas que te destroem por dentro, a luta de modificar seu corpo para poder se aceitar, saber lidar com as consequências e fazer os outros te aceitarem da forma que você é. 11797991_889392057801625_705380812_n60

Eu fiquei bem sem acreditar em tudo o que li. Sério mesmo. Me senti uma mulher forte por conseguir, aos poucos, lidar com esse mundo que pressiona a ser o que não é, a usar roupas que “fiquem bem no seu corpo”, a postar fotos que eu fotografo sem ligar para o que os outros pensem e que pra mim signifiquem algo, até na minha própria arte isso se reflete: eu mesma me cobro muito em fluir. Me cobro tanto que travo. O traço trava. O bloqueio vem. Eu tento me aceitar como sou. Eu tento fluir no que sou e no que tento melhorar. Tentar se encontrar por meio da própria arte é bem complexo, mas com ajuda do TCC (num guento mais falar desse TCC hehe) deu uma boa aliviada. Agora é exercitar todo dia a aceitação de mim mesma. Não digo que está 100%, mas está no caminho. 🙂11797991_889392057801625_705380812_n606

Eu vejo muita mulher agora nessa onda da auto aceitação. Várias mulheres começando a aceitar seus cachos, fazendo transição capilar. Muitas fotógrafas e modelos fazendo ensaios sobre aceitação. A Mariana Godoy com aquele ensaio lindo/incrível/demais arrasando ai com a ajuda para empoderar as minas que eu aplauso de pé! ♥
eee

Eu convivo com isso todo dia, tenho entes que vivem com isso e vejo como é dolorido. A sociedade não perdoa, mas sim aponta. Desde criança, apontar o defeito do outro é mais fácil do que falar os seus, ou aceitar os seus.

Eu fico feliz que isso, aos poucos já esteja fazendo efeito aos olhos das pessoas. Devagar vamos conseguindo evoluir esse pensamento, eu espero. Pode me chamar de ‘feminazi’ como um amigo fez recentemente… Não vai mudar minha forma de pensar. Eu estou feliz com isso? Sim. Então não vai ser você que vai tirar isso de mim.

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O livro é feito totalmente de maneira independente, a encadernação é manual e a capa serigrafada uma a uma pela própria Evelyn (ai, eu amo essa coisa do manual *-*), então, cada capa é única. Há alguns erros ortográficos, mas nada que não seja muito difícil de entender. Há 160 páginas que no final há um espaço para você contar a sua versão (a primeira imagem que usei aqui para este post). A textura da folha é bem parecida com um Fabriano bem fino (senhor chutômetro migxs! hehe é bem parecido com o papel que usei pro meu zine recentemente). Eu gostei bastante do projeto gráfico <3 Achei bem distribuído e minimalista no grau certo! ♥rrrrrrrr9tumblr_mr8uvkRmTa1s2c7z4o1_1280Untitled-1Untitled-134wwwwwwwwwwwwwww4wwwwww456wwwwww4566

Pra variar, fiquei apaixonada com todas as ilustrações aquareladas de dona Negahamburguer. Como sempre gosto de analisar tudo e entender significados por meio da expressão artística… ~ Já prevejo um próximo post de Processo Criativo de artistas ai ein? *-* ~frfrfrfrrfrfrQueria poder agradecer a Evelyn por este livro incrível, sei que sou uma das milhares de mulheres que também ficou inspirada com toda essa força compartilhada… Mas saber que há milhares de mulheres enfrentando tudo isso, me trás mais força para saber que somos sim capazes de amar à nós mesmas e de ajudar nossas amigas a fazerem o mesmo. ♥

Querendo ou não também, meu agradecimento à ela já foi ‘retribuído’ com uma arte que fiz dela lá na hora no dia da feira independente do Zine Fest (mencionei lá em cima já). ♥ Retribuí este amor com uma arte que fiz dela mesma. <3<3<3

E acho mais lindo ainda quando a arte consegue alcançar várias pessoas, faz essas pessoas se questionarem, a repensarem conceitos. A arte taí pra isso: trazer cor, trazer vida, trazer paz e ajudar. 🙂

Para quem também quer um pouco desse livro-amor para ler e te inspirar, você pode e deve comprar aqui.

~esse post não é ‘publieditorial’ e nunca vai ser. Adoro repassar aqui no blog tudo o que eu gosto e que hiper recomendo! ♥

AnaBlue 🙂

*sobre toda a história que contei lá em cima, nenhum nome foi modificado ou é um ‘nome fantasia’. Não quis modificar nada ou esconder: tanto o nome da escola quanto o nome do babaca que me causou tanta dor.*

 

7 Comment

  1. Muito boa a resenha. Que barra que vc passou com bullyng em? Mas ainda bem que tudo passa as pessoas amadurecem, e isso só fica no passado. Ainda bem… Seja feliz

  2. Olá Ana,
    Me identifiquei muito com a sua história, porque também eu passei por uma situação de bullying na escola.
    Foi um período difícil para mim e que só terminou quando os meus pais me mudaram de escola…
    Enfim…Agora já tenho 34 anos e tudo não passa de uma triste recordação.
    Beijos

  3. Cara que livro fantástico ! Namoral , fiquei apaixonada <3 ótima resenha ,parabéns !! Beijão https://passonoescuro.wordpress.com/

    1. É bom demais esse livro <3
      Obrigada 🙂

  4. […] Você passa anos da sua vida adolescente tentando ser aceita na “sociedade da escola”. Faz de tudo. Se desdobra pra se encaixar em algum grupo para não se sentir sozinha. Sofre bullying por todos. Tem que aprender a lidar com isso. Tem que aprender a aceitar isso. Tem também que aprender a aceitar o seu corpo. […]

  5. Oi, Ana! Que barra vc passou com bulling, hein? Me identifiquei com quase tudo, é praticamente uma variação da minha história… Mas acho que eu não teria coragem de escrever tão longamente sobre isso. Relembrar essas coisas é mesmo doloroso. Sinto muito por a gte ter q ter passado por isso… Tão desnecessário, né? Quando vejo alguém saudoso da infância, adolescência mal posso acreditar… Por aqui, tive a sorte de fazer uma faculdade muito legal onde fiz uma turma muito legal tb. No meu primeiro ano, assumi meu cabelo natural (no começo tb estranhava) e tive muito apoio dos meus colegas… Já a minha mãe… quase morreu, coitada. Custou pra ‘aceitar’ que o jeito que eu usava meu cabelo não era nada contra ela. Mas eu realmente acredito que ela estava tentando fazer seu melhor. Enfim… que bom que as coisas vão melhorando… E tomara que a gte saiba acertar um pouco mais com as nossas crianças com relação a essas coisas. Beijos!
    Lili postado recentemente…#30ideias30dias – Semana 3My Profile

  6. Obrigada por compartilhar uma história tão pessoal, e sendo alguém que também foi vítima de bullying na infância e na adolescência posso dizer que entendo a dor e o trauma pelo qual você passou e sei que é difícil compartilhar esse tipo de história. Que bom que você se sente melhor em relação com seu cabelo e se soltou mais, o blog e a leitora aqui agradece. Abraços ♥.

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