Processo Criativo: o lado leve da vida

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Já aviso que este post (e o próximo) serão longos.

– Parte I –

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Sobre as duas ilustrações em que me dediquei essa semana, não saíram do nada: desde que peguei emprestado o livro Orquídea Negra do Neil Gaiman, dei umas fotografadas e guardei como referência, ele veio me encucando ~inconscientemente~ porque estava ficando inspirada com a estética que o Dave McKean ilustrou, até cair a ficha que foi por este motivo. Sem contar que, foi totalmente de uma forma despretensiosa: nem imaginava que teria uma história pra contar no final do por quê de tudo. 🙂 Depois de ter os sketches prontos eu resolvi que iria aquarelar os dois rostos juntos – enquanto um secava, eu pintava o outro –  por isso que se tornaram “personalidades distintas mas que se completavam”.

Orquídea Negra 3

Bom, vamos ao processo criativo da ilustração (passo a passo de como a ilustra foi feita) e ao meu processo criativo pessoal (o por quê de tudo, as influências etc). Aos curiosos, tem essa pequena diferença que inclui dentro do processo criativo: o 2º ‘tipo’ do processo criativo é do que se trata do tema do meu TCC. 🙂

Para começo de papo: escute essa playlist que montei no 8tracks… As músicas dela foram as que estava escutando durante a criação da ilustração e há uma certa influência nas ilustras. Aos poucos vou contando sobre o por quê de tudo! 😉

1) Processo Criativo da Ilustra:

Inicialmente, queria soltar meu traço. Fui em busca de referências para desenhar: para esta ilustração, escolhi uma ruiva no pinterest e deixei o traço fluir apenas com grafite HB mesmo.

analu chackra

 ~

500dpi fundo

 Neste caso, usei apenas a aquarela de pastilha. Misturei tanto a da Koh-I-Noor (a redondinha preta) quando a da Sakura Koi (a branca). Para acertar o tom da luz e sombra, você tem que manter a ansiedade controlada e não ir socando cor atrás de cor: é sim, complexo, porque exige paciência e concentração, o uso da aquarela é no molhadão meeeeesmo até você sentir que essa camada de aquarela está suficiente para deixar secar e ir para a próxima camada e fazer novamente, dependendo da intensidade que você busca.

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Na imagem abaixo: observe as diferentes camadas (veladuras) de aquarela usadas:

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Após isto, eu usei aquarela alaranjada fazendo o mesmo que fiz com o rosa e as camadas.

E depois passei com um pincel chato aqualine laranja (aquarela líquida) para fazer umas mechas a mais desconectas, digamos..

Ai sim, eu usei bico de pena e nanquim para contorno de alguns pedaços do desenho e do próprio cabelo.

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Sobre meu processo criativo (técnica, cores, músicas):

Escutar músicas que te remetam à fases felizes da vida: trás cores quentes à mente, trás o movimento que determinada melodia faz o seu corpo sentir e te faz querer passar para a ilustração. E claro, esse movimento ajuda soltar o corpo, a mão, o punho, o traço.

A aquarela em si, é um técnica feminina (fluída, leve e delicada) e que exige paciência: o que dribla minha ansiedade (por isso que mencionei lá em cima sobre “controlar minha ansiedade”). E essa ansiedade também vem com o entusiasmo e a inspiração louca de querer fazer tudo lindo e incrivelmente foda, haha. Só que não funciona assim de uma hora pra outra, leva tempo, as camadas da aquarela necessitam de tempo. Além de que a aquarela representa o meu emocional e a minha dramaticidade. Eu falei um pouco disso aqui.

Acho que até pelo fato de eu ter aquarelado os dois rostos ao mesmo tempo influenciou para a criação dessas “personalidades distintas mas que se completavam”. Eu acredito muito em astrologia a partir do momento em que fiz meu mapa astral e muita informação se bateu: Meu signo é câncer. Meu ascendente é escorpião. Signos de água bem profundos e complexos… E que para mim são meus “dois lados”. É uma Ana Blue: 2 em 1. Cada uma é de um jeito e cada uma tem um gosto musical completamente diferente. ~ não é a toa que muitas pessoas se ‘assustam’ com algumas músicas que escuto, porque “você não tem cara de gostar de música x”, porque ‘não aparento’. ~ Acho engraçado isso.

Neste caso e nesta ilustração, eu a interpreto como um dos meus lados mais ‘amplos, expansivos, alegres’. As músicas, focando para essa personalidade, são levadas em conta de quando estou muito inspirada e “a vida é inspiradora”, fase em que tudo pode se levar de forma limpa, leve e que tudo dará certo no final. Não há dificuldades em que você não ultrapassará. É um lado em que não há tristeza ou dificuldade de entender e driblar o meu turbilhão: tudo junto e misturado o que eu sinto e não consigo interpretar porque vem tudo numa enxurrada só, e não tenho o controle.

Dessa vez, assino o post como Ana Blue. ~ Pseudônimo em que assino minhas ilustrações.

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Para ver a Parte II, clique aqui.

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