Processo Criativo 4: Como Fazer Análise Pessoal?

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No post de hoje, vou ensinar como fazer a Análise Pessoal de uma forma bem objetiva, do modo que aprendi a fazer: fuçando na curiosidade, com testes e estudos pessoais. Mais mastigado que isso, só com milagre e deixando a preguiça de lado, né? 😉

  • Pasta de Referências Pessoais:

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Já montou a sua? Já se questionou sobre o que é uma? De forma resumida, é um compilado de tudo o que você gosta.

Um aplicativo/plataforma que salva vidas? Pinterest!

O que eu devo selecionar? Junte todos os seus elementos separados de tudo o que você gosta, como citei no post passado. Isso vai te ajudar a se organizar melhor e ter futuras ideias mais claras.

♥ Dica Pessoal: eu, Ana Blue, tenho vários tipos de pastas (um sketchbook específico só para isso, uma pasta cheia de referências – a criei quando eu comecei a trabalhar de forma manual quando fiz colagens para meu tcc -, o próprio Pinterest, pastas no computador e assim vai). Isso vai depender do seu gosto pessoal, da forma que você trabalha (analógica ou digital? de uma forma? das duas?) de como você se adapta e como se organiza. Não precisa seguir regra, nem encuca com isso, viu? Encontre os seus meios! E não fique se comparando com os outros: você vai criar nóias à toa!

 

  • Onde encontrar minhas referências pessoais?

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Quando você pensa “Onde posso encontrar minhas referências pessoais”, você pensa em quê? Ou quem? Vamos aos questionamentos:

  1. O que te inspira?
  2. Quem te inspira?
  3. Onde esses “elementos” ou “pessoas” estão?

Se parar para pensar, pessoas quando querem expor seus trabalhos, usam o que? Que formas? Que plataformas? Portfólios, sites, vídeos, livros, redes sociais? 😉 Pense um pouco sobre isso criando linhas de raciocínio. ♥

♥ Dica Pessoal: eu tenho o hábito (por ser curiosa demais) em ‘stalkear’ os artistas que eu gosto. Entender e me questionar o por quê das coisas. Eu vivo 24hs no instagram, acompanho meus artistas por lá, vendo o que fazem, o que usam/como usam os materiais (um exemplo aleatório vai..), para que finalidade e se isso é algo que me atrai… Gostei? Vai pra minha listinha de pessoas que mexem com o meu coração. hehe… Não gostei? Próóóóximo. 😀

 

  • Quais técnicas para desenho/pintura eu começo?

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Pra começo de conversa (ou de tópico né? 🙂 ):

  1. Você já foi atrás descobrir quais são as técnicas que existem?
  2. Já experimentou alguma técnica ou material por curiosidade?
  3. Já usou alguma delas, sem ter que usar nada à risca; só para ver como o material se comporta?
  4. Encontrou alguma que você se identifica/gosta?

Se a resposta for não, então trate de começar a fazer isso. Só assim você vai saber qual que você gostará mais ou não. Mas para isso, você tem que saber exatamente que tipo de materiais auxiliares serão necessários para usar com o material principal: porque não adianta nada você comprar um material x e usar com um papel que não é específico para ele. O que vai acontecer? Você vai acreditar que estará errando, vai acreditar que essa técnica pode ser a “errada para você”, sendo que você usou de forma errada.

Um exemplo melhor ainda:

  1. Quer se aventurar na aquarela?
  2. Você sabe que tipo de aquarela quer investir? Pesquisou? Porque não adianta nada comprar uma “aquarela da Peppa Pig” por exemplo. Usar e reclamar que não fica igual à aquarela da Pentel, por exemplo. Também, não precisa querer comprar uma aquarela fodona e caríssima de 345 cores se não sabe nem usar. Uma Pentel no caso, é uma ótima opção para quem está entrando no mundo da aquarela. E com poucas cores, porque assim você já aprende sobre Teoria das Cores.
  3. Que tipo de material vai arriscar a usar: papel sulfite que você tem em casa ou um papel específico para aquarela?
  4. O que você quer? Entender o material, ver como ela reage, sua dificuldade ou fazer de qualquer jeito sem se importar com ela?

Resumindo… Digo tudo isso porque corre o risco de você se cansar, se frustrar e largar a tentativa pela metade. Dar valor ao material e a técnica! Material bom faz diferença e muito! Você já começa também a olhar para a técnica de outro jeito.

 

  • Quais artistas usam a técnica que você gosta?
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Pintura: A Aula de Dança de Edgar Degas ♥

Agora outro detalhe que pode te auxiliar no tópico acima:

  1. Que tipo de material que sua referência pessoal (no caso, um artista que você admira, por exemplo) usa?
  2. Como ele usa a técnica?
  3. O que ele expressa no trabalho que te atrai?

Baseado nesses ESTUDOS para você entender o que você gosta ou não, é um item interessante para testar e se encontrar. OBS: Entenda que, não estou incentivando para você copiar na cara de pau exatamente o que o artista fez (pelamordadeusa néééé!!!!). Estou incentivando para que você analise e interprete a técnica que o artista usou e como ele fez para estudos: ‘Se eu fizer isso desse jeito, será que vai reagir do jeito que o artista fez? Mas se eu fazer assado, pode trazer um benefício para essa obra. Se eu misturar o giz de cera com a aquarela em camadas diferentes como o fulano fez, será que fica bom dentro dessa composição?’. Estudos. Se te deu uma satisfação e um resultado interessante, vale a pena você retomar esse estudo futuramente fazendo outras intervenções em outras técnicas e com outras ferramentas. Por quê não?  OBS 2: Vai fazer um estudo? É baseado em alguém? CITE os créditos para o seu estudo: “Releitura realizada baseado na obra original do Fulano para estudo pessoal de técnica x.” Nós, artistas, ficamos MUITO gratos em saber que estamos sendo estudados por alguém que gosta do nosso trabalho, ficamos muito felizes em saber que inspiramos outras pessoas (eu fico emocionada mesmo porque eu sou chorona pra #%$¨*%&¨*) hahaha :D, que somos um motivo para sermos estudados para ampliar conhecimentos e crescimento pessoal. Não em cópias, plágios e roubos. Esses a gente prefere exorcizar e matar bem matadinho, viu? ♥

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  • Como achar um estilo de traço?

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E a pergunta que não quer calar. A pergunta que nunca calou. A pergunta que nunca vai calar! HAHAHA (tá, parei.)

A busca pelo estilo de traço tem muito a ver também com a questão da Poética dentro do Processo Criativo que será o tema do próximo post! 🙂 Depois de muito analisar e ir em busca da poética, encontrar o seu estilo de traço é um complemento para a arte final, a gente nunca sabe exatamente “quando já temos” porque a coisa simplesmente flui com o desenvolvimento e estudos, além de saber reconhecer o autor da obra só de bater os olhos (isso serve também para saber reconhecer o autor de obras fotográficas, viu?). O estilo, nada mais é: a personalidade que o autor quer passar. É como se você entendesse a pessoa em si que criou, mas ali, dentro da obra. E ainda tem mais.. Seria o mesmo que criar uma marca: reproduzir uma personalidade com traços, cores, texturas e assim vai. ♥

♥ Fica Dica: Eu, pessoalmente/particularmente/todos os ‘mentes’ hahaha, acho que ainda não tenho um traço nada definido porque vivo constantemente estudando, tentando me encontrar em tudo o que gosto e em meios de me expressar, além de buscar um equilíbrio… O que me dá mais dúvidas ainda para saber se consigo “representar quem sou” e se todas as pessoas que me conhecem ou que inspiro conseguem interpretar todos os meus sentimentos e mensagens que tento passar (o que não é lá uma coisa muito fácil de se fazer e nem sentir)! 🙂

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