Como a Arte me ajudou durante a vida?

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Olá pessoal, tudo bem?

Esse tipo de post mais pessoal era uma das várias ideias que tenho anotadas há um tempo em uma listinha que faço quando me surgem ideias. E essa, principalmente, surgiu de um papo-cabeça que tive com um amigo meu sem querer ♥… Achei bem relevante contar disso por aqui, porque sei que faz diferença pra muitas pessoas que andam frustradas por ai e que acabam se encontrando aqui no blog sem querer… 🙂

Um pouco sobre mim

Desde criança sempre fui muito tímida, com vergonha de tudo e de todos, morrendo de medo de tirarem sarro de mim (porque fui vítima de bullying aos meus 11 anos), não sabia como agir ou falar e sempre quis que me ouvissem (porque os assuntos que eu falava eram sempre muito específicos e ninguém parava para me ouvir). Queria muito sair por aí e me expressar, mas não sabia nem como. Me sentia a famosa “menina do fundo da sala tímida nerd esquisitinha” e sempre achei a coisa mais ridícula “deixar de fazer o que você gosta pra poder entrar em uma panelinha e igualar à massa”. Quando boa parte das pessoas vinham conversar comigo com um tom mais agressivo ou direto, sempre estava na defensiva, tinha dificuldade de me impôr por ter medo de machucar as outras pessoas (a idiota sempre pensando nas pessoas ¬¬). Sempre fui muito curiosa e vivia atrás de respostas em livros (adoro livros), em testes e experimentos.

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Como me encontrei no meio desses problemas?

Na falta de conseguir realizar todas essas tarefas sociais de um jeito mais “fácil”, os meios não-verbais sempre me ajudaram neste quesito: surgiram de maneira bem natural e intuitiva. Não busquei regras e nem buscava comparação à outras pessoas. Quando tinha curiosidade em algo que me atraía visualmente, ia atrás, tentava e fazia na experiência pela curiosidade excessiva. Não buscava métodos de “como fazer”; eu me questionava em “se eu fizer isso, o que pode acontecer?”.

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Foto por Nantan Nakel

O que a arte me trouxe de bom pra vida?

Por incrível que pareça, eu fiquei bem comigo mesma, consegui me encontrar, me aceitar a ser quem sou com o jeito ‘estabanada/ lerda/alegre/ porra-louca’, tenho vários amigos da área (o que achei que não teria), faço piadinhas idiotas sempre para animar à todos e assim vai. Além de me incentivar à alcançar metas (as que eu mesma crio) para ver que posso fazer isso sim e muito mais, treinar todo dia pela questão de motivação, persistência e determinação; funciona muito bem como trabalho & hobby, me ajuda também a lembrar que o que eu faço me inspira, me deixa de bom humor e feliz comigo mesma, satisfeita. Com o tempo, soube que eu andava inspirando outras pessoas com o que eu fazia: fossem elas na escrita, na pintura, desenho ou fotografia. :3

Inicialmente, eu tinha um certo receio da escrita porque eu me expresso meio direta/seca e irônica, algumas pessoas encucam levando pro pessoal e reclamavam…. (isso também servia para os meus vídeos, em que eu era meio “estranha” hahaha)

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A fotografia veio de um jeito um pouco diferente: ela me ajuda muito quando estou com bloqueio para desenhar/pintar parar retratar minhas ideias que estão muito subjetivas, como também para ajudar a me retratar. Porque sinto, que não é possível retratar como sou diretamente no desenho: eu preciso da fotografia para expressar isso. Claro, ela me ajuda a estudar composição e outras coisas mais dentro da técnica, mas a fotografia é um dos veículos que posso ser eu mesma, a minha própria arte.

Depois disso, foi automático. Eu faço aquilo que eu sinto e foda-se (num vocabulário bem direto) para o que vão pensar de mim (para quem sentia medo lá atrás de fazer coisas, consegui me impôr), foi o melhor jeito que encontrei e funciona desde então.

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Enfim, eu devo muito e devo tudo à arte. Sempre quando estou mal, é à ela que eu procuro colo e conforto. E ela está sempre lá pra me apoiar. ♥ Amiga mais leal que ela não há.

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