Nem de coisas boas um artista vive

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Quem você é?

Eu sou humana, porque existo.

Mas não sou alguém na vida.

Sonha demais, nem percebe que vive uma ilusão.

Sonha tanto que até esquece o quão dura é a realidade.

Tenta, tenta, tenta, mas os outros fazem parecer que você não fez mais que sua obrigação.

Tudo o que já tentou não foi suficiente.

Você tenta e é em vão.

Parece que nem tentou. (Até você se questiona)

E os outros, em suas vidas agitadas e responsáveis te olham com desprezo.

“Ah, você vai conseguir.. É só tentar.”

E você acha que estou fazendo o quê?

Em que mundo você vive?

Desenha, aquarela, escreve, fala pra câmera e faz caligrafia todo dia.

Faz isso pra esquecer da realidade.

O mundo (não) é belo.

Faz isso pra tentar manter a motivação diariamente.

Mas não é fácil.

E quem disse que seria?

Até virar rotina e mais outra desmotivação para se preocupar.

Prefere ficar deitada o dia todo no escuro.

Inércia.

Ficar só na madrugada.

Sem barulho ou ter contato com alguém.

Do que viver como um ser humano normal: de manhã, vendo-os trabalhando, agitados…

E você não tendo nada o que fazer.

Se sentindo mais imprestável e menos importante.

Se sentindo como uma comida mofando.

Nem sentir apetite para comer sente.

Do 42, passamos ao 40.

Do 40, passamos para o 38.

Você olha pra comida e ela te retribui a olhada.

Você se sente só.

Entra em contato com pessoas durante um período.

Pessoas vão e vem.

Uns ficam outros não.

Os que ficam, gostam de você.

Você até gosta da pessoa, mas não consegue manter sintonia.

Não se torna mútuo.

O outro lado sofre em silêncio e você vê de camarote.

Até que você queria, mas você sabe que não vai durar.

As pessoas? vivem.

Eu? mofo.

Qual vai ser o próximo teste do jogo?

Por Ana Blue

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